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RESPONDIDO - Desafio - Desvende o crime, você é o Perito - Caso #02

  • Para aqueles que não leram o caso recomendamos que primeiro leiam no link a seguir (Caso #02).

  • Inicialmente, ao se analisar o trajeto do projétil através da caixa craniana da vítima verifica-se que esta não poderia estar na posição de pé diante da esposa, pois, nesta situação a tendência do projétil, considerando a região de entrada, seria de sair na parte superior do crânio e não na sua base, como de fato ocorreu.

Figura 01

A IMAGEM DA ESQUERDA MOSTRA COMO A ESPOSA DA VÍTIMA ALEGOU TER EFETUADO O TIRO E A DA DIREITA MOSTRA O TRAJETO DO PROJÉTIL IDENTIFICADO NO IML



  • Analisando-se o corpo da vítima, suas vestes e o piso ao redor do corpo, verificou-se que o sangue não chegou a escorrer pela sua face, nem por suas vestes e muito menos chegou a pingar sobre o piso, assim indicando que tão logo foi ferida, sua cabeça e, também, o tronco se reclinaram para frente, assim impossibilitando que o sangue atingisse o resto do corpo. Em tal ocasião a cabeça entrou em contato com a parede, no ponto onde iniciaram as manchas de contato, de forma que o sangue oriundo do ferimento escorreu por ela e assim não chegou a entrar em contato com o corpo, vestes da vítima e piso.

  • Tal inferência, associada ao trajeto do projétil através da cabeça da vítima levam a concluir que a vítima foi executada quando se encontrava ajoelhada.

Figura 02

MOSTRA A COMPATIBILIDADE DE TRAJETÓRIA, SE A VÍTIMA ESTIVESSE AJOELHADA

Figura 03

MOSTRA A COMPATIBILIDADE DAS MANCHAS DE SANGUE SE A VÍTIMA ESTIVESSE AJOELHADA E SEU CORPO SE PRECIPITASSE PARA FRENTE E DEPOIS PARA A SUA ESQUERDA


  • A análise de manchas de sangue anteriormente apresentada, também permitiu inferir que, momentos antes da vítima decalcá-las na parede, deveria estar na posição de joelhos, na frente da porta do quarto e com sua face voltada para a parede onde ficaram estampadas as manchas de sangue, pois se estivesse em pé, o contato da cabeça com a parede, se fosse possível, seria em outra posição, provavelmente mais alta.

  • Quanto à versão de ter que ficar segurando a porta com a mão e o pé enquanto seu marido tentava entrar também não se sustenta pois, no momento que a porta fechava somente podia ser aberta pelo lado de dentro do quarto, onde a esposa da vítima se encontrava.


CONCLUSÃO


  • Assim sendo, a autora do crime teve tempo para refletir e premeditar sobre as atitudes que iria tomar, ou seja, tranquilamente efetuar a abertura do cofre, apanhar a arma, abrir a porta e disparar o tiro contra a cabeça de seu marido, com este ajoelhado e sem condições de ameaçar a sua vida. Portanto, não foi legítima defesa e sim uma execução (VER IMAGENS SUBSEQUENTES).


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